A intolerância religiosa fere a dignidade humana
O conceito mais belo que encontramos de Deus na Sagrada Escritura é dado por São João: Deus é amor (1 João 4,8). A máxima do próprio Cristo Jesus é amar a Deus acima de tudo, e amar o próximo como a nós mesmos. No Sermão da Montanha, recomendou amar os inimigos, orar pelos que nos perseguem e amaldiçoam; e morreu cumprindo isso.
A ação mais lastimável que pode existir entre os homens é a rivalidade em nome de Deus, pois Deus é Pai de todos, e o seu Reino é um reino de paz, amor, justiça, verdade, liberdade e santidade, tudo que revela não violência.
O peregrino da Paz, papa Francisco, tem andado corajosamente pelo mundo, clamando humildemente que não se faça violência em nome de Deus. Mas, infelizmente, o mundo das trevas ainda domina o coração de muitos. O triste atentado terrorista na França, praticado friamente, calculado e premeditado, feriu a humanidade sobretudo naquele dom que é o mais excelente que recebemos de Deus, e que nos faz a sua imagem sobretudo, a liberdade! A liberdade religiosa. Esta significa em primeiro ligar o respeito pela pessoa humana.
Deus quer ser amado e adorado por todos os homens, mas não quer que isso se faça sem a liberdade da pessoa. A infundada justificativa dos terroristas de Paris foi que o semanário Charlie Hebdo teria zombado de Maomé. De fato, isso não deveria ter sido feito, mas jamais justificaria a morte fria de doze pessoas. Nada justifica eliminar vidas humanas friamente.
É relevante o fato de a imprensa árabe ter condenado o atentado de Paris. Sem dúvida, é do meio muçulmano que deve partir essa reação, de modo a coibir os extremistas a agir desta forma. Como se pronunciou o jornal tunisiano Àssabah, que o terrorismo destrói a liberdade de expressão e esfaqueia o islã.
A violência golpeia a liberdade de consciência, de expressão e religiosa, elemento fundamental da sociedade. Outra constatação alarmante é que milhares de cristãos têm sido mortos friamente pelos jihadistas radicais do Estado Islâmico. A organização Open Doors (Portas Abertas) advertiu que, apesar da perseguição contra os cristãos ter alcançado níveis históricos em 2014, o pior ainda está por vir. Cerca de 100 milhões de cristãos são perseguidos em todo o mundo, o grupo religioso mais perseguido.
A imprensa não pode zombar de valores humanos e religiosos em nome da liberdade de expressão e de consciência, mas esta também não pode ser amordaçada pela força das armas e da morte. A intolerância religiosa fere a dignidade humana.
*Felipe Aquino, professor de física e matemática, autor de mais de 70 livros e recebeu o título de Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, concedido pelo papa Bento XVI às pessoas que se destacam no seu trabalho, em prol da evangelização, em defesa da fé e do desenvolvimento da Igreja Católica.
O conceito mais belo que encontramos de Deus na Sagrada Escritura é dado por São João: Deus é amor (1 João 4,8). A máxima do próprio Cristo Jesus é amar a Deus acima de tudo, e amar o próximo como a nós mesmos. No Sermão da Montanha, recomendou amar os inimigos, orar pelos que nos perseguem e amaldiçoam; e morreu cumprindo isso.
A ação mais lastimável que pode existir entre os homens é a rivalidade em nome de Deus, pois Deus é Pai de todos, e o seu Reino é um reino de paz, amor, justiça, verdade, liberdade e santidade, tudo que revela não violência.
O peregrino da Paz, papa Francisco, tem andado corajosamente pelo mundo, clamando humildemente que não se faça violência em nome de Deus. Mas, infelizmente, o mundo das trevas ainda domina o coração de muitos. O triste atentado terrorista na França, praticado friamente, calculado e premeditado, feriu a humanidade sobretudo naquele dom que é o mais excelente que recebemos de Deus, e que nos faz a sua imagem sobretudo, a liberdade! A liberdade religiosa. Esta significa em primeiro ligar o respeito pela pessoa humana.
Deus quer ser amado e adorado por todos os homens, mas não quer que isso se faça sem a liberdade da pessoa. A infundada justificativa dos terroristas de Paris foi que o semanário Charlie Hebdo teria zombado de Maomé. De fato, isso não deveria ter sido feito, mas jamais justificaria a morte fria de doze pessoas. Nada justifica eliminar vidas humanas friamente.
É relevante o fato de a imprensa árabe ter condenado o atentado de Paris. Sem dúvida, é do meio muçulmano que deve partir essa reação, de modo a coibir os extremistas a agir desta forma. Como se pronunciou o jornal tunisiano Àssabah, que o terrorismo destrói a liberdade de expressão e esfaqueia o islã.
A violência golpeia a liberdade de consciência, de expressão e religiosa, elemento fundamental da sociedade. Outra constatação alarmante é que milhares de cristãos têm sido mortos friamente pelos jihadistas radicais do Estado Islâmico. A organização Open Doors (Portas Abertas) advertiu que, apesar da perseguição contra os cristãos ter alcançado níveis históricos em 2014, o pior ainda está por vir. Cerca de 100 milhões de cristãos são perseguidos em todo o mundo, o grupo religioso mais perseguido.
A imprensa não pode zombar de valores humanos e religiosos em nome da liberdade de expressão e de consciência, mas esta também não pode ser amordaçada pela força das armas e da morte. A intolerância religiosa fere a dignidade humana.
*Felipe Aquino, professor de física e matemática, autor de mais de 70 livros e recebeu o título de Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, concedido pelo papa Bento XVI às pessoas que se destacam no seu trabalho, em prol da evangelização, em defesa da fé e do desenvolvimento da Igreja Católica.
A intolerância religiosa fere a dignidade humana
Aucun commentaire:
Enregistrer un commentaire