mercredi 21 janvier 2015

Protestos na Argentina após morte suspeita de procurador



Jurista denunciou ação "criminosa" da presidente que quis branquear envolvimento iraniano em atentado em Buenos Aires.
"Yo Soy Nisman" - Sob esta palavra de ordem estão a realizar-se desde segunda-feira manifestações nas principais cidades argentinas, após ser conhecida a notícia da morte do procurador Alberto Nisman, que naquele dia deveria testemunhar perante uma comissão de inquérito sobre o envolvimento da presidente Cristina Kirchner em negociações secretas com o Irão por causa de um ataque bombista em 1994 na capital da Argentina.



As manifestações, designadas como "Marcha por Nisman", estão a suceder Córdoba, Mar del Plata, Salta, Rosário, Olivos, Mendoza e Buenos Aires, onde as concentrações se realizam na Praça de Maio. Vários milhares de pessoas dirigiram-se também para o palácio presidencial, onde gritaram "Assassinos" e "Cristina Basta".

Nisman, de 51 anos, foi encontrado morto em sua casa, em Buenos Aires, com um tiro na cabeça e uma pistola de calibre 22 a seu lado. O procurador investigava há mais de uma década o atentado a uma associação judaica na capital, as suas inúmeras ramificações e, recentemente, indicara que a presidente Kirchner e o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Héctor Timerman, teriam atuado de forma a escamotear o envolvimento iraniano naquela ação.







dn








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