vendredi 6 mars 2015

Trabalhadores protestam no Centro do Rio

Trabalhadores protestam no Centro do Rio



Trabalhadores de 16 universidades e institutos federais, além de outras organizações sindicais, se uniram nesta sexta-feira (6) para se manifestar contra o ajuste fiscal que já chegou a cortar 1/8 das verbas disponíveis para a educação e contra a implantação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).Os manifestantes se concentraram na Praça da Cruz Vermelha, no Centro da cidade, e iniciaram a sua caminhada em direção à sede da Petrobras, com o objetivo de seguir até a sede do Ministério da Saúde.



A manifestação também acabou reunindo outras categorias. Profissionais do Comperj e os garis também estiveram presentes, protestando contra as condições de trabalho e os cortes nos direitos trabalhistas, feitos pelo governo federal. "O ato ganhou um incremento, com a adoção de medidas provisórias por parte do governo que mexeram em direitos trabalhistas e previdenciários, outros setores do movimento sindical e popular se juntaram a essa manifestação no sentido de lutar contra as MPs que fazem uma mudança pra pior tanto na previdência quanto em relação a alguns direitos trabalhistas, como o seguro desemprego e o PIS", explica Sebastião Carlos Pereira Filho, membro da Secretaria Executiva Nacional da Csp Conlutas.



A Ebserh já está presente na gestão de várias universidades do país. O Rio de Janeiro é um dos poucos estados que ainda não aceitou a Ebserh em seus hospitais universitários. Considerado um foco de resistência pelos manifestantes, o estado foi escolhido para a primeira de uma série de manifestações contra os cortes na educação federal, estadual e municipal.



Nivaldo Almeida, coordenador do Sindicato dos trabalhadores da educação do Rio de Janeiro (Sintufrj) destaca que a UFRJ barrou o modelo de gestão que retiraria a gestão da mão do reitor e da instituição."Os hospitais t~em todo o material para formar médico, enfermeiros e todo o quadro de profissionais ligado à saúde".



A coordenadora geral do Sindicato dos trabalhadores da Universidade Federal do Mato Grosso, Léa de Souza Oliveira, explica como funciona o sistema de gestão da Ebserh nas Universidades Federais. "Os Hospitais Universitários cedem todo o pessoal e a infraestrutura para serem geridos por essa empresa. É uma empresa estatal mas que carrega características de empresas privadas. Para nós é uma forma camuflada de terceirização", aponta.



Segundo ela, na Federal de Cuiabá, mesmo após a adesão a Ebserh, "as filas nos ambulatórios continuam, as condições de trabalho continuam precárias não houve nenhuma mudança com esse modelo de gestão. O que nos precisamos para os hospitais universitários terem maior qualidade? Precisamos de concurso público de mais recursos. entre outros fatores", explica.



Além da questão dos protestos contra a precarização do SUS e a implantação da Ebserh, os manifestantes ligados às universidades federais também criticaram os cortes nas verbas para a educação pelo governo federal. "O corte do orçamento é nacional, todas as universidades estão reunindo seus diretores para se ajustar a essa realidade que vai na contramão da expansão que estava acontecendo nas universidades, que ainda não conseguiu atender a demanda reprimida do país, nós temos mais de 30% de jovens sem acesso ao ensino na universidade pública", critica Leia.



De acordo com Sebastião desde o final do ano passado e com o agravamento da situação econômica e a decisão política que o governo vem tomando de trabalhar pelo aumento do superávit primário e consequentemente cortar as verbas sociais foram um dos fatores que levaram a manifestação."Tivemos uma expansão bastante grande do ensino superior mas isso não foi acompanhado de uma politica que garantisse melhores condições de trabalho e uma série de coisas outra coisa é a ameaça de congelamento de salários,isso cria um quadro de muita segurança e insatisfação".



No entanto, o membro do Csp Conlutas destaca que o quadro não é exclusividade das instituições federais, mas atinge também as instituições municipais e estaduais; Isso está elevando a uma situação que provavelmente no mês de abril haverá greves nas diversas esferas do governo", alerta.








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